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Por Edgard Dutra Jr.

No cartão de visitas de qualquer funcionário da Metalplan, junto à sua conhecida logomarca, pode-se ler a expressão "energy solutions".
Essa é a senha para que ninguém se esqueça da verdadeira missão da companhia: embora tradicional fabricante de compressores de ar, chillers de água e diversos outros equipamentos ligados à mecânica e à termodinâmica dos fluidos, a essência do seu negócio é "energia".

Tanto assim, que o texto da sua missão, descrita na ISO 9001 (a empresa possui essa certificação desde 2002), é dos mais objetivos: "fornecer eficiência máxima em energia e fluidos". Simples assim. Dessa forma, a Metalplan sempre teve a exata compreensão de que, se quisesse demonstrar aos seus clientes a validade de suas teses sobre eficiência energética, o exemplo deveria partir dela mesma. Por isso, há anos a empresa vem realizando ações de melhoria em todos os quesitos relacionados ao consumo de energia, não apenas elétrica, mas em suas várias formas.

O problema é que essas ações eram executadas sem uma rigorosa metodologia de controle e sem um planejamento mais abrangente. Tampouco, eram auditadas por terceiros, com idoneidade, reconhecimento e competência para isso. A publicação da ISO 50001- Gestão de Energia, há pouco mais de um ano, veio preencher essa lacuna. Ao tomar ciência da norma, a Metalplan foi buscar sua certificação, tornando-se o primeiro fabricante de compressores do mundo a obtê-la.

Porém, o primeiro problema enfrentado pela Metalplan no processo de certificação foi a inexistência de consultorias especializadas na nova norma. "Enquanto a oferta de consultoria nas ISO 9000 e 14000 era generosa, não encontramos nenhuma dedicada a ISO 50001", segundo depoimento do Eng. Carlos Martins, diretor da Metalplan. "Não tivemos dificuldade em contratar a auditoria da SGS, que já nos presta esse serviço na ISO-9001, mas ficamos imobilizados com a ausência de uma consultoria", continua o engenheiro."A solução foi apelar para a auto-consultoria! Formamos um pequeno comitê de quatro gerentes para estudar e desenvolver um manual de implantação da ISO 50001 ", finaliza.

Em 20 dias de "mutirão intelectual", o manual estava pronto e os funcionários treinados. Definidas as metas e a estratégia, a Metalplan passou à execução das ações, tais como:
- substituição dos equipamentos obsoletos por outros mais modernos, de menor consumo;
- instalação de medidores individuais de consumo nos equipamentos mais importantes, para um melhor controle;
- instalação de sistemas inteligentes para a operação de diversos equipamentos, como inversores de frequência, controle dual, entre outros;
- educação intensiva dos nossos colaboradores, em busca da eficiência energética nas menores atitudes;
- mudança de responsabilidades na gestão do consumo de energia, transferindo para o indivíduo/operador a gestão do seu consumo.
- ampla divulgação de cada resultado positivo alcançado, motivando a equipe no sentido da melhoria contínua.

Um exemplo foi o caso da estufa de peças pintadas, que utiliza gás natural. A simples ação de fechar suas portas logo após a remoção das peças ajuda a preservar o calor no seu interior, consumindo menos gás para o lote seguinte. Outro exemplo foi o dos vendedores externos, que receberam um limite semanal de combustível, inferior à média histórica de cada um. Alguns trocaram seus carros por outros mais econômicos, mas todos mostraram-se mais conscientes na definição de suas rotas.

Como os indicadores da ISO 50001 estão lançados, as conquistas obtidas pela Metalplan nunca deverão ser perdidas. E como esses indicadores passam por uma evolução permanente, os resultados devem sempre melhorar. Os ganhos de eficiência energética, obtidos com a implantação da nova norma, geraram uma redução média do consumo foi de 30%, o que confere à organização uma boa vantagem competitiva no mercado. Dentro da Metalplan, percebe-se o orgulho pelo pioneirismo desta certificação, uma conquista histórica da empresa, e porque não dizer, do Brasil.

Não ha dúvida de que a ISO 50001 - Gestão de Energia reúne o melhor dos mundos: ganhos objetivos para as empresas, com impacto direto na conta de energia, e ganhos para o planeta, com a redução da emissão dos gases de efeito estufa e a preservação do meio ambiente.