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Por Gilberto Cavicchioli

Nos tempos atuais, o ambiente interno e externo nas organizações passa por mudanças rápidas e contínuas, com efeitos de longo alcance sobre as estratégias administrativas. Nessa mutação constante, os termos administração e liderança em muitos aspectos se confundem.

Enquanto a administração diz respeito ao enfrentamento da complexidade e ao desafio do crescimento, a liderança diz respeito ao enfrentamento da mudança, as visões de futuro e a necessidade de adaptação do comportamento das pessoas.

Sem dúvida, a liderança é um assunto que interessa a todos.

Numa conexão entre teoria e prática, podemos defini-la como a habilidade de inspirar confiança e influenciar pessoas em direção ao alcance de objetivos.

De forma geral ela pode ser vista como um processo de desenvolvimento de capacidades humanas para o exercício do poder nas organizações.

Esse poder, ou influência, poderá priorizar o estilo do líder orientado para a elaboração e execução de tarefas supervisionando de perto os colaboradores para garantir que a tarefa seja realizada satisfatoriamente.

Enfatizamos aqui outro tipo de poder, o poder exercido por administradores com estilo orientado pelo relacionamento de apoio para com os subordinados, encorajando a participação e o estabelecimento de objetivos comuns no cumprimento de metas.

As habilidades sociais ainda predominam para o sucesso das organizações e em tempos de "e- tudo" não é a rede de tecnologia que mais importa, é a rede de pessoas.

"No século XXI, os relacionamentos serão a maior geração de riquezas", dizia o grande Peter Drucker, mega-guru da administração moderna.

As reconhecidas e imprescindíveis competências dos líderes como: honestidade, iniciativa, autoconfiança, disciplina, inteligências, relacionamentos e conhecimentos relevantes para o trabalho, permanecem em alta relevância no comportamento. Mas há, no entanto uma demanda por competências de qualidade diferenciada que exigem aprendizado e aperfeiçoamento contínuo, mais focada nas motivações e na busca de significado maior para a vida.

O sucesso na liderança, mesmo em tempos de rápidos avanços tecnológicos, depende cada vez mais da capacidade de construir e sustentar relacionamentos humanos que permitam às pessoas realizarem coisas extraordinárias, para as corporações, para os colegas, mas essencialmente para si mesmas.

É preciso estimular nas organizações uma nova forma de liderança que não dependa de um indivíduo excepcional, mas que dependa sim do surgimento de relacionamentos verdadeiros, transparentes, que alimentem nas pessoas a confiança mútua, o entusiasmo, a imaginação e acima de tudo a realização pessoal.