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Por Anna Zaharov
Especialista em relacionamento inteligente no mundo do trabalho

Há uma tendência das pessoas relacionarem conflito com briga e por isso atribuem a ele uma conotação negativa. O que é prejudicial é o acúmulo de situações interpessoais não resolvidas.

O conflito em si não é uma coisa ruim, nem patológica. Suas consequências poderão ser construtivas ou destrutivas, dependendo do modo como for enfrentado e administrado.

A concordância permanente num grupo, pode ser até uma coisa agradável, mas gera estagnação do sistema e insatisfação das pessoas, além do que é uma situação artificial, pois o conflito interpessoal é inerente à vida em grupo. A controvérsia por outro lado, pode provocar crises que possibilitam mudanças significativas para o desenvolvimento individual, grupal e organizacional.

O conflito possui inúmeras funções positivas, se trabalhado adequadamente:

  • Ele rompe a rotina
  • Mobiliza a energia psíquica
  • Desafia acomodações
  • Desvela problemas escondidos
  • Aguça a percepção
  • Estimula a criatividade para soluções mais inovadoras

O esforço que despendemos para fazer de conta que a discórdia não existe ou para manipular a situação, nos consome muita energia que poderia estar sendo canalizada para fins mais produtivos. Energia tal que muitas vezes nos faz até adoecer.

Para que se resolva de fato o conflito com resultados positivos, o que temos que fazer:

  • Em 1º lugar é admitir que ele existe e que é preciso enfrentá-lo. O reconhecimento de sua existência nos predispõe a agir em direção à resolução.
  • Não julgar o outro - ir aberto para falar e ouvir
  • Ter disposição e coragem de enfrentar seus próprios sentimentos e falar deles ao expor ao outro o que lhe incomoda
  • Saber ouvir o que o outro tem a dizer
  • Contratar a forma como quer ser tratado

O crescimento e desenvolvimento de um grupo resultam do modo como seus membros lidam e resolvem os seus conflitos.