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Embora a crise hídrica tenha despertado a importância de se repensar o uso e administração da água, encontrar formas de utilizar os recursos naturais com maior e melhor efi ciência é uma questão antiga nos debates ambientais. Algumas empresas já estão pensando nisso e não apenas pela questão mercadológica, mas também ideológica. É preciso diminuir perdas e garantir um processo mais eficaz.

Fundada em 1878 na França, a SGS tem objetivo de reduzir riscos e aumentar a produtividade de seus clientes. Dentre suas áreas de trabalho, que englobam teste de qualidade e inspeção de quantidade e qualidade, novamente, de produto, a companhia atua na certificação de outras empresas. Nesse sentido, atua tanto com sugestão de melhorias quanto na auditoria de processos. Com mais de mil escritórios no mundo, a empresa viu em Alphaville a oportunidade de instalar uma unidade de sustentabilidade em um “edifício–boutique”.

Lucas Engelbrecht, gerente de Desenvolvimento da área de Sustentabilidade do grupo, ressalta que essa busca por melhorias das empresas é imprescindível. “As empresas devem realizar estudos para identificar os principais pontos de consumo de água na produção – da obtenção da matéria-prima à embalagem, levando em conta o transporte e a manufatura (dentro de sua própria planta). Com base neste estudo, as empresas terão uma fotografia dos seus consumos e poderão definir as melhores ações para redução destes volumes”, detalha.

“No Brasil, água e energia estão direta e intimamente relacionadas” Lucas Engelbrecht – SGS Brasil

“Como somos diretamente ligados à transformação de energia, temos consciência de eficiência energética” Edgar Dutra – Diretor da Metalplan

Nesse sentido de melhoria de processos, o engenheiro destaca a importância de se estabelecer uma condição de eficiência energética nas organizações. “Em relação ao Brasil, a situação do setor elétrico é especialmente crítica no momento. Nossa matriz energética, apesar de ser predominantemente renovável, o que é extremamente positivo, ainda depende basicamente das chuvas”, pontua.

Foi com vista nessa eficiência e com intuito de reduzir perdas que foi estabelecida em 2011 a ISO50001. “Ela é capaz de fornecer uma estrutura de apoio à organização para que implemente uma abordagem de projeto que vá além da economia de energia, que evolua para uma abordagem de eficiência energética”, explica.

Instalada em Jandira, a Metalplan foi o primeiro fabricante de compressores do mundo e a segunda empresa do Brasil a obter a referida ISO. “Quando definiram que precisava de uma norma (ISO50001), perceberam que o desperdício da energia era responsável pelas mudanças climáticas. Dessa forma, se diminuirmos as perdas, auxiliaremos também nesse sentido”, explica Edgard Dutra, diretor da Metalplan.“O compressor de ar aspira o ar atmosférico e o comprime, transformando em energia pneumática. Dessa forma, energia é nosso negócio. Quanto mais eficiente for o compressor, quanto mais o sistema for eficiente, melhor os custos de operação dele e também menor o impacto ambiental.”

Essa preocupação refletiu, por exemplo, na troca de todo o maquinário da empresa por motores mais novos e eficientes. Outro investimento foi em um sistema desenvolvido por eles que automatiza o desligamento da chama do maçarico quando este não está sendo utilizado, o que também reduz
o gasto de energia.

“O mercado de ar comprimido vai para o caminho da maior eficiência energética. Enquanto isso, educamos nossos clientes”, ressalta o diretor da Metalplan.

Fonte: Folha de alphaville