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No Brasil ainda vivemos uma realidade pouco confortável quando o assunto é o desenvolvimento de nossos profissionais. Fica evidente que de uma forma geral e com raras exceções, a qualificação de nossos profissionais está em segundo, ou em alguns casos nem isso. Algumas empresas realmente não cumprem seu papel no desenvolvimento de seus colaboradores. Mas mesmo empresas que possuem um cronograma estruturado e com um budget reservado para atividades de desenvolvimento profissional, pecam no essencial. O Plano não envolve (isso na sua quase totalidade) a Alta Direção e suas Gerências. Mas como não envolver os responsáveis pelo direcionamento estratégico de nossas empresas? São eles que tomam as decisões, e são estes que disponibilizam os recursos para a Organização. Como não incluí-los em nosso Plano de Treinamento se eles são responsáveis diretos pelos resultados alcançados. Segundo o Dr. Deming e Crosby, 85% dos problemas de uma empresa são de responsabilidade dos Gestores, e não dos colaboradores. Face essa realidade. Torna-se imperativo que nossa Direção e Gerências sejam preparadas e tenham conhecimentos adequados em sistemas de gestão e ferramentas da qualidade, como Brainstorming, Taguchi, FMEA, e assim por diante.


Mas como garantir resultados com essa filosofia. Os resultados estão todos aí para nos auxiliar nessa “briga” em qualificar nossa Direção e Gerências, e quebrar esse paradigma: todo o trabalho do Dr. Deming, Dr. Juran, Ishikawa, e outros, envolviam uma força tarefa em qualificar os Diretores e Gestores da indústria japonesa. Essa filosofia já foi testada e comprovada como eficaz. Sendo assim, por que não utilizar uma expressão utilizada pelo Dr. Deming num programa apresentado na NBC: “Se o Japão consegue........Por que nós não conseguimos”


O importante é que saibamos que precisamos implementar um forte programa de treinamento naqueles que são os formadores de opinião em nossas empresas, e que tenham o poder de decisão, inclusive na definição das estratégias e liberação de recursos. Pois sem esse trabalho de base, continuaremos com o forte conflito entre técnicos e Direção, cada um falando sua língua e defendendo seu ponto de vista. É preciso nivelar o nível de conhecimento técnico entre esses patamares de uma empresa.

Autor: Marcelo Testa