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O FMEA (Análise do Modo e Efeitos de Falha Potencial) foi idealizado durante o Projeto Apollo (ida a Lua) pela NASA, lá pelos anos 60. No entanto, essa metodologia se demonstra atual, dinâmica e flexível, podendo ser utilizada em diversas atividades (avaliar os riscos no desenvolvimento do produto ou do processo, no levantamento de aspectos e impactos ambientais – FMEA Ambiental, ou no levantamento de perigos e riscos – na implementação da OHSAS 18001, ou ainda para avaliar os riscos de falhas em equipamentos, infraestrutura, e por aí vai).

Na tradicional utilização do FMEA, ou seja, durante o desenvolvimento do produto e do processo, a importância de tal metodologia é sem dúvida vital. Ela nos dá claramente uma visão dos riscos inaceitáveis e priorizando aqueles de maior relevância, através de uma simples conta de multiplicação, considerando três índices muito bem definidos (severidade – gravidade; ocorrência – frequência da falha; e o índice de detecção). Através desse gerenciamento de risco podemos reduzir significativamente os custos de uma empresa, considerando a eliminação ou minimização de custos com recall, custos com ações de correção como retrabalhos, refugos, reclassificações, multas e assim por diante.

O FMEA bem aplicado é uma das mais importantes ferramentas de prevenção.  Seus benefícios são inúmeros, mas cabe destacar alguns deles:

  • equipe conhece melhor seus produtos e processos;
  • integração entre as diversas engenharias existentes;
  • integração da sua empresa com Clientes e Fornecedores;
  • foco na prevenção dos requisitos dos clientes;
  • redução de custos, prevenindo a incidência de falhas;
  • implementação de uma filosofia de prevenção ao invés da detecção, fator fundamente para o processo de melhoria contínua;

É claro que torna-se fundamental manter o FMEA sempre atualizado, de forma que ele reflita o projeto ou processo atual. Havendo mudanças nestes processos, o FMEA precisa ser atualizado. Havendo não conformidades, a atualização dele também torna-se necessária, quando verificar-se que tal falha não havia sido considerada. Mas isso não é motivo para um excesso de preocupação, pois quanto maior a vivência de sua equipe com o FMEA, mais preventivo e menos reativo ele se tornará. O importante é acreditar na metodologia e saber que ela traz inúmeros benefícios, incluindo a qualificação dos participantes.

Autor: Marcelo Testa

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