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Grande parte da sociedade brasileira está tomando conhecimento que medidas urgentes precisam ser tomadas contra a utilização desenfreada dos recursos naturais e a favor do desenvolvimento sustentável, que prega o convívio harmônico com o meio ambiente sem degradá-lo e sem comprometer as gerações futuras. Para tanto, não podemos mais, entre outras coisas, continuar queimando florestas, extinguindo a fauna e a flora, emitindo gases causadores do efeito estufa e nem produzindo toneladas diárias de resíduos sólidos. 

Considerando essa última questão, constatamos que somos a “sociedade do lixo”, pois produzimos nos últimos quarenta anos um volume de resíduos superior ao próprio aumento da população mundial. O importante é que estamos acordando para essa realidade. Desta forma, este estudo objetiva, por meio de pesquisa bibliográfica, levantar informações quantitativas e qualitativas acerca da produção de resíduos sólidos no Brasil para mapear a nossa realidade. 

Constatamos que o Brasil produziu em 2008, aproximadamente 170 mil toneladas diárias de lixo e acumula mais de 61 milhões de toneladas por ano. Dos 5.564 municípios brasileiros, 64% implantaram coleta seletiva e aterros sanitários. Apesar disso, o índice de reciclagem geral é baixo e a quantidade de lixo destinado aos aterros e lixões aumenta a cada ano, demonstrando a ineficiência destes sistemas, que dependem dos quase um milhão de catadores de ruas, pouco organizados e que vivem à beira da miséria e sem segurança social. 

Pelo fato dos mesmos não terem capacitação técnica, coletam e separam apenas os materiais que conhecem e que dão mais retorno, uma vez que o índice de reciclagem do alumínio, PET, vidro e papel gira em torno de 98%, 51%, 45% e 45%, respectivamente, enquanto que o do polietileno e do PVC, gira em torno de 20% e cerca de 2%, respectivamente. Conclui-se que a conscientização e a educação são o principal caminho para a preservação, e que os cuidados com a natureza devem partir não somente do cidadão comum, mais de todas as empresas públicas e privadas e se tornar parte da cultura da sociedade. 

O ideal seria um grande projeto do governo, para dar incentivos fiscais para bens e serviços e para as propriedades rurais e indústrias que reduzam o impacto ambiental e preservem os recursos naturais, dando destaque à reciclagem, saneamento básico e energia, e as empresas ao selecionar seus funcionários procurassem candidatos que tenham atitudes sustentáveis, ou seja, àqueles que já se conscientizaram que a degradação do meio ambiente não pode continuar se quisermos atingir o desenvolvimento sustentável.

Artigo por Aparecida Solange Gonzaga Panobianco
Fonte:
http://www.portaleducacao.com.br/administracao/artigos/58533/residuos-solidos-um-estudo-de-caso-da-realidade-brasileira

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