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Quando se trata de brinquedos, a inovação é coisa séria.

Brincar sempre foi coisa de criança (e adultos, por que não) desde os primórdios da nossa civilização.

Para se divertir, vale qualquer improviso: meias que viram uma bola, pedaços de madeira que viram uma fortaleza, lençóis que se tornam esconderijos.

Esses e outros exemplos mostram que a inovação sempre esteve muito ligada com brincadeiras e jogos de crianças, que estão sempre inventando novos usos para objetos do nosso dia a dia.

As empresas, de olho no potencial desse mercado tornaram as brincadeiras assunto sério que hoje movimenta 84 bilhões de dólares por ano em vendas, emprega mais de 250 mil profissionais apenas nos Estados Unidos e tem como líderes corporações como Mattel, Lego e Hasbro.

A inovação, porém, permanece como um ponto chave para essa indústria, já que são os grandes lançamentos em épocas festivas como Natal e Dia das Crianças que movimentam o setor. Somente para o ano de 2015, foram apresentados 1,5 mil lançamentos, de acordo com a Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos).

Em um mercado tão concorrido, inovação e lançamentos podem significar um espaço valioso na gôndola das lojas e, consequentemente, nas vendas.

Quando falamos em inovação, nem sempre se trata de brinquedos totalmente novos (a chamada inovação radical). Neste segmento, inovações incrementais são muito presentes e importantes. Veja o exemplo do jogo de cartas UNO. Lançado na década de 1970 é um dos jogos de cartas mais vendidos no mundo. 

Nos últimos anos, aproveitando a força da marca, a empresa que comercializa o jogo ampliou a oferta de produtos da família UNO lançando assessórios e jogos licenciados com personagens do universo infantil, entre outras inovações.

Esse exemplo nos mostra que um mesmo produto (o jogo UNO) pode ser modificado e relançado diversas vezes.

Em um mundo mais tecnológico e virtual onde as crianças começam a brincar com computadores, vídeo games, tablets e smartphones cada vez mais cedo, o desafio para a indústria de brinquedos tradicionais se torna ainda mais difícil.

No entanto, na contramão do senso comum, as vendas de jogos tradicionais de tabuleiro vêm crescendo a uma taxa superior a 25% ao ano nos últimos anos, com milhares de títulos sendo lançados anualmente e milhões de cópias vendidas.

Nesse caso, o foco da inovação foi no modelo de negócio e no significado dos produtos.

Com relação ao modelo de negócio, a disseminação de tablets e celulares criou uma maneira barata para que os usuários testassem versões digitais dos jogos e, aprovando a experiência, comprarem as cópias físicas posteriormente.

O comércio eletrônico tornou a compra dos jogos de tabuleiros muito mais acessível, já que antes muitos só eram encontrados em lojas especializadas. Ao mesmo tempo, o poder de blogs, vídeos online e redes sociais, criou um boca-a-boca em torno desta indústria que antes era restrito às mídias do setor.

Quando o assunto é inovação de significado, o que gerou uma vantagem para os jogos clássicos de tabuleiro, foi o novo significado adquirido por eles: são jogos construídos como obras de arte, com muito design e mecanismos elegantes. São momentos em que podemos reunir a família e amigos e interagir de uma forma descontraída e divertida.

Mais do que concorrer com a nova tecnologia de jogos virtuais, a indústria tradicional de brinquedos procurou se diferenciar ocupando um novo espaço no coração e mente dos consumidores

Por fim, para quem duvida que o mercado de brinquedos ainda tem um grande potencial no Brasil, fica uma última estatística da Abrinq: no nosso país, o consumo per capita em 2014 foi de sete brinquedos por habitante. Nos EUA foram 28, no Japão, 34, e na Europa, 22.

Agora é hora das empresas colocarem a mão na massa e continuarem inovando cada vez mais para a diversão de todos!


Por: Daniel Rodrigues
Fonte: Pieracciani