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As pessoas constituem no principal recurso das organizações, especialmente considerando a área de serviços onde à interação do técnico com o cliente é fundamental. Neste aspecto deve-se notar também, que um dos fatores de diferenciação entre empresas de manufatura é a associação do serviço ao produto ofertado. O capital humano das organizações é determinante de sucesso e principal diferencial competitivo. Os papéis a serem desempenhados pelas pessoas nas organizações estão constantemente mudando para acompanhar a própria evolução tecnológica. Não basta ter uma elevada capacitação técnica restrita, esperam-se das pessoas agilidade, criatividade, empreendedorismo e comprometimento com os objetivos organizacionais, ou seja, o que conta é o talento!

Conforme afirma Chiavenato (1999) “são as pessoas que fazem as coisas acontecerem, que conduzem os negócios, produzem e prestam serviços de maneira excepcional”. Para que isto ocorra, é imprescindível o treinamento e o desenvolvimento. Não é à toa que, as organizações bem sucedidas capacitam seus colaboradores. Elas querem assegurar um retorno do capital investido e por isso aplicam nas pessoas. Não se trata aqui de ações filantrópicas ou de programas sociais, o que elas querem é manter o patrimônio humano, da mesma maneira que desenvolvem programas de manutenções preventivas ou corretivas para suas máquinas ou equipamentos.

A despeito da visão ideológica embutida nos programas de treinamento, eles contribuem para que as pessoas se tornem mais criativas e inovadoras. Reduzem também, as dissonâncias existentes entre os objetivos pessoais e organizacionais, permitindo uma convivência mais saudável no ambiente de trabalho ou uma melhor adaptação à cultura da empresa. (...)

Investir em treinamento é disseminar informações, é compartilhar conhecimento prático, que poderá levar a uma aprendizagem organizacional. Segundo Chiavenato (1999) aprendizagem significa uma mudança no comportamento da pessoa através da incorporação de novos hábitos, atitudes, conhecimentos e destrezas.

De acordo com a história da organização, a modernidade valorizou a centralidade do trabalho, a racionalização, concentração, padronização, massificação, disciplina e impessoalidade nas relações de trabalho, isto gerou insegurança, uma ruptura e uma ausência de valores para inspirar as formas organizacionais, o sistema produtivo e as relações de trabalho. As práticas gerencias passaram a se basear apenas no cotidiano.

Hoje, com o incentivo a novas práticas, parece haver uma busca a novos valores universais, principalmente, no tocante á empregabilidade, responsabilidade social, consciência ecológica, apelos à espiritualidade e reconstrução da solidariedade. No entanto, antes que os dirigentes e empresários se voltem para ações de responsabilidade social considerando o ambiente externo da organização, é necessário uma consciência de que investir em treinamento ou outras ações de desenvolvimento do capital humano é contribuir para a formação de pessoas proativas e com verdadeiro espírito de equipe.

Autor: Gisela Garcia Moura -  Auditora SGS