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Área ajuda no monitoramento de riscos e deve garantir que a empresa cumpra as regras do país e do setor; veja oito opções de cursos de longa e curta durações em São Paulo

Há cerca de dois anos, se um profissional quisesse se especializar em compliance no Brasil, ele teria de ser autodidata ou aprender na prática. Com as recentes operações da Polícia Federal, Lava Jato e Zelotes, que investigam fraudes fiscais e esquemas de corrupção, o cenário mudou. O compliance officer começou a ganhar visibilidade e alunos de variados cursos de graduação e pós-graduação passaram a demandar uma formação mais adequada.

"Cada vez mais jovens estão ocupando cargos de alta competição dentro da área de compliance e, muitas vezes, eles não têm preparo. É um território que requer muitas habilidades", destaca a professora Ana Paula Candeloro, da pós-graduação do Insper.

A escassez de profissionais bem formados e com experiência e o status de área estratégica fazem com que os salários sejam bastante atrativos. Segundo o guia salarial da empresa de recrutamento Robert Half, a remuneração mensal varia de R$ 12,7 mil a R$ 19 mil.

Apesar de só ter ganhado notoriedade há pouco tempo no Brasil, a figura do compliance officer existe desde a crise de 1929, quando houve a quebra da Bolsa de Valores de Nova York. Naquela época, foi identificada a necessidade da presença de um advogado que checasse o cumprimento das normas nas empresas. Mas engana-se quem acredita que a especialização em compliance só atrai os formados em Direito. As turmas são compostas por administradores, economistas, contadores, engenheiros e até jornalistas, além de advogados.

O que é compliance?

'Compliance' deriva do verbo em inglês 'to comply', que pode ser traduzido como 'agir de acordo com uma norma'. Portanto, estar em 'compliance' significa que uma empresa atende às regras dos órgãos reguladores e às leis do mercado e do país. Quando a atividade do compliance officer surgiu, foi automaticamente direcionada para os responsáveis pela assessoria jurídica, mas hoje as demandas vão além das leis e é preciso que o departamento de compliance inclua os procedimentos internos da companhia em seu modus operandi. "Hoje o compliance officer é visto como um parceiro da área de negócios, da alta administração. É ele quem vai pensar em todos os fatores que podem dar errado dentro da estratégia da empresa", detalha a professora Ana Paula Candeloro, da pós-graduação do Insper.

A SGS agora oferece o curso de formação de gestores em compliance. Para saber mais contate-nos: marlon.ribeiro@sgs.com

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Texto por: Flavia Alemi
Texto original: Economia.estadao.com.br