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Antes de tudo quero dizer que não vou ser o chato que quer transformar tudo em projeto, mas lembrando do Business Model You, de Alexander Osterwalder, Yves Pigneur e Timothy Clark, que utilizou modelo de negócio para desenhar uma carreira profissional, quero fazer um paralelo com a gestão de projetos, tentando entregar um produto complexo chamado “PAI”.

Pra começar esse projeto, a pergunta inicial que todo homem deve se fazer um dia é: por que ser pai? Quais são os valores que poderemos entregar com esse projeto, e quais benefícios serão gerados e aproveitados por todos os envolvidos? Qual o objetivo que resume tudo isso e dá um sentido na decisão que pode mudar não apenas uma, mas várias vidas?

Em seguida, é preciso avaliar quais requisitos são necessários para o “produto” Pai. O que é fundamental que um pai tenha para “funcionar” perfeitamente e também o que ele NÃO deve ter, ou seja, quais as exclusões específicas.

Só é possível responder à pergunta inicial e mapear os principais requisitos se entendermos quem são os principais interessados e incluirmos o ponto de vista deles, bem como as interferências de influências externas, de outras pessoas envolvidas, do ambiente familiar, econômico, político, financeiro etc. Esses são os stakeholders ou partes interessadas, e outras influências externas desse projeto fascinante, que quando subjugados podem afetar o resultado final.

Alguns desses interessados podem também incluir restrições, fatores que irão limitar as decisões e escolhas sobre como realizar esse projeto. Os pais, principalmente os de primeira viagem, são sempre cheios de dúvida. São tantas as incertezas e tão poucas respostas que muitas vezes será preciso assumir alguns posicionamentos como verdade para “tocar” em frente. Essas são as premissas.

As incertezas decorrentes das premissas e outras dúvidas decorrentes do fato de que tudo acontecerá em um futuro não totalmente controlado por nós, cria um ambiente de riscos para esse projeto. Se a resposta à pergunta inicial foi um SIM com letras maiúsculas, nessa hora muitos projetos sucumbem. Como sabemos os riscos podem ser ameaças ou oportunidades. As oportunidades esperadas para o projeto PAI são altamente motivadoras, mas os riscos…. Não há quem não tema os desafios desse projeto, que deverá criar um produto pronto para lidar com situações que irão desde a dependência total de um novo serzinho que irá surgir, passando pela independência total que esse mesmo serzinho tentará ter na sua adolescência e finalmente a possibilidade de uma dependência do produto Pai em sua velhice, em relação a esse novo ser, agora já adulto.

Bom, nesse ponto, conhecendo os valores e os benefícios esperados, o produto (o Pai) e o conjunto de requisitos adequados para produzir os resultados, atendendo às necessidades e desejos dos principais interessados e em harmonia com outras influências externas, é possível estabelecer algumas entregas parciais para produzir o produto, estimar os recursos necessários, subdividir essas entregas em pacotes de trabalho e distribuí-los em uma linha de tempo, estabelecendo quando e onde o projeto será entregue. Podemos ainda apontar os custos dos recursos de cada pacote de trabalho e com isso calcular os custos das entregas e também os custos por período de tempo, estabelecendo quanto o projeto irá custa e sua Linha de Base de Medição do Desempenho (LBMD).

Com essa linha de base definida e com o projeto aprovado pelo “cliente e patrocinador”, é só começar a executar e monitorar os resultados, comparando sempre com a linha de base para cumprir com as entregas nos devidos prazos e custos. Mas e se algo sair errado ou diferente do planejado? Como sempre digo, projeto foi feito para dar errado. Para que dê certo é preciso mover todos os esforços no controle, agindo prontamente com base nas informações extraídas no monitoramento. Além disso, mudanças sempre vão ocorrer e elas são necessárias para adequar o produto à novas necessidades. Para que elas produzam bons resultados precisam ser controladas. Apenas as mudanças desejadas pelos interessados e benéficas ao projeto devem ser executadas.

As ameaças a esse projeto são tantas que qualquer candidato a Pai, em uma decisão racional, abandonaria o projeto na primeira oportunidade. Ainda bem que essa decisão não tem quase nada de racional, pois é muito, quase que exclusivamente, emocional. É preciso lembrar que com cada projeto Pai, surge também um outro, o projeto filho, e mais um, o projeto mãe, dando origem ao programa1 “família”.

É claro que isso é só uma brincadeira para homenagear aqueles que, como eu, abraçaram esse projeto, que de tão complexo e por possuir tantas entregas, jamais poderia ser planejado, executado e controlado por uma metodologia. Além disso, apesar desse projeto ter um fim no campo material, ele jamais termina. Nossos pais são eternos em nossas lembranças, assim como seremos para nossos filhos, e assim sucessivamente.

Parabéns a todos os pais, e também a todos os filhos, filhas e mães.

Bons Projetos!
Paulo Mei

Nota 1: Definição de programa: conjunto de projetos gerenciados de forma agrupada para melhor aproveitamento dos recursos, visando maior eficiência.

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Fonte: http://pmmindmap.com.br/
Escrito por: Paulo Mei – Consultor e Instrutor de Gestão de Projetos.

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