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Chegou a hora: a data limite para a transição da ISO 9001:2008 para ISO 9001:2015 é até dia 15 de setembro de 2018, ou seja, há pouquíssimo tempo para ajustar seu sistema de gestão às demandas surgidas com a nova norma.

Quem já está mais por dentro do assunto provavelmente entendeu que as mudanças estão relacionadas em como devemos pensar a Gestão da Qualidade na empresa, focar mais em resultados e no que faz sentido para a realidade da organização, portanto, a questão é muito mais conceitual e cultural.

Vamos começar pelo conhecimento. O conhecimento está relacionado a saber tudo para realizar determinada tarefa, inclusive o teórico. O objetivo é entender todo o processo que envolve aquela atividade em si, primeiramente entender o conceito e depois a prática.

Agora falando da experiência, trata-se de quantas vezes você já executou aquela atividade, ou seja, quantas vezes você colocou o seu conhecimento teórico em prática, pois quanto mais se executa, mais aprendemos e assim ganhamos experiência e habilidade necessárias para a melhoria contínua.

Já a atitude é sobre a sua cultura, seus valores, como suas características pessoais podem determinar suas competências. No que você é realmente bom? Em qual ponto você acha que precisa melhorar? Como você reagiria em tal situação. Esses três elementos (conhecimento, experiência e atitude) compõem a competência com o mesmo grau de importância.

O que vai mudar?

A ISO 9001:2015 visa deixar de ser um mero certificado e passa a integrar a gestão da empresa como um todo principalmente no que tange a alta direção.

Todos os processos passam a ser os principais responsáveis pela manutenção do sistema de gestão da qualidade e, por consequência, da satisfação de seus clientes externos e internos também.

O papel das lideranças

As lideranças são um dos maiores focos desta nova versão. O sucesso do Sistema de Gestão da Qualidade é baseado em uma liderança fortemente ativa e comprometida. Mais do que nunca os líderes precisam conhecer os riscos envolvidos e, de forma preventiva, atuar para que esses riscos sejam minimizados ou eliminados, de acordo com sua extensão e capacidade de afetar os interesses da organização.

A abordagem por processos, fala sobre a necessidade de conhecer a inter-relação e interdependência entre os processos, portanto não cabe mais aos gestores conhecer somente seus próprios processos mas sim também aqueles nos quais ele pode afetar ou é afetado.

O papel do líder, mais do que nunca, envolve uma visão ampla de gestão, de foco nos objetivos da organização e satisfação do cliente, o que fora, desde sempre, o objetivo da ISO 9001. Mas para que a liderança atinja os objetivos da qualidade, é necessário que a alta direção atribua tais responsabilidades de maneira sustentável, criando um SGQ que esteja alinhado aos interesses da organização.

Planejamento de Mudanças

Dentre os “novos” itens da ISO 9001:2015 está o planejamento de mudanças. A nova versão traz para primeiro plano o foco na eficácia das mudanças que afetam o SGQ. Agora não basta realizar mudanças mas planejá-las também, analisando sua capacidade de afetar os processos, os clientes e as partes interessadas.

Mesmo não sendo um item que exija informação documentada, o planejamento de mudanças é uma das saídas obrigatórias da análise crítica pela alta direção e um dos grandes focos do processo de auditoria por sua importância dentro do SGQ.

Mas falando de informação documentada: o que é e o que não é obrigatório

A versão 2015 ao tirar a obrigatoriedade do uso de documentos e procedimentos trouxe para maior flexibilidade para as organizações em montar um SGQ voltado de fato para os objetivos da organização, permitindo que, caso necessário, a documentação já existente na empresa continue sendo utilizada e controlada.

Então, o que seria obrigatório documentar? A nova versão está ligada diretamente ao seu escopo de certificação, mas em linhas gerais podemos falar em:

  • Escopo do SGQ (cláusula 4.3)
  • Política da qualidade (cláusula 5.2)
  • Objetivos da qualidade (cláusula 6.2)
  • Critérios para avaliação e seleção de fornecedores (cláusula 8.4.1)
  • Registros de monitoramento e medição de equipamento de calibração* (cláusula 7.1.5.1)
  • Registros de treinamento, habilidades, experiência e qualificações (cláusula 7.2)
  • Registros de análise crítica de requisitos de produto/serviço (cláusula 8.2.3.2)
  • Registro sobre análise crítica de saídas de projeto e desenvolvimento* (cláusula 8.3.2)
  • Registros sobre entradas de projeto e desenvolvimento* (cláusula 8.3.3)
  • Registros de controles de projeto e desenvolvimento* (cláusula 8.3.4)
  • Registros de saídas de projeto e desenvolvimento* (cláusula 8.3.5)
  • Registros de mudanças em projeto e desenvolvimento* (cláusula 8.3.6)
  • Características do produto a ser produzido e serviço a ser provido (cláusula 8.5.1)
  • Registros sobre propriedade do cliente (cláusula 8.5.3)
  • Registros de controle de mudança de produção/provisão de serviço (cláusula 8.5.6)
  • Registro de não conformidade de produto/serviço com critérios de aceitação (cláusula 8.6)
  • Registro de saídas não conformes (cláusula 8.7.2)
  • Resultados de monitoramento e medição (cláusula 9.1.1.)
  • Programa de auditoria interna (cláusula 9.2)
  • Resultados de auditorias internas (cláusula 9.2)
  • Resultados de análises críticas da direção (cláusula 9.3)
  • Resultados de ações corretivas (cláusula 10.1)

As dificuldades da ISO 9001:2015 são muito mais em relação à interpretação de seus requisitos do que na dificuldade de atendê-los. O tempo é curto para a transição, mas nós queremos te ajudar a fazer a transição da ISO 9001:2015 com sucesso!

Você pode baixar o nosso Checklist de transição da ISO 9001 clicando aqui.

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