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Descubra os benefícios de conhecer a classificação do solo de sua propriedade

O conhecimento do potencial dos recursos naturais do solo para a produção de alimentos está intimamente conectado à necessidade de direcionamento de políticas que viabilizem uma agricultura mais sustentável. O manejo e uso adequado da terra é o primeiro e importante passo para o sucesso na agricultura. Além do solo, deve-se levar em consideração outros parâmetros como localização, relevo, vegetação, susceptibilidade à erosão, clima (suprimento de água), limitações à mecanização e, adicional a esses fatores, as condições de infraestrutura e realidade socioeconômica do produtor.

A adaptação das terras às variadas modalidades de utilização agrosilvipastoril diz respeito à capacidade de uso, levando em consideração as possibilidades e as limitações que elas apresentam. Para definir o melhor uso da terra deve-se levar em conta um conjunto de interpretações do próprio solo e do meio em que ele se desenvolve, lembrando que a capacidade de uso da terra é conceituada como a adaptabilidade para fins diversos, porém sem que sofra desgaste ou empobrecimento.

Um dos grandes desafios para a agricultura do século 20 é aumentar a produção de alimentos saudáveis, com maior lucratividade e baixo custo ambiental e social, afim de sustentar uma população crescente e em processo de envelhecimento. Esse desafio está alicerçado na qualidade e funcionamento do solo, que estão conectados aos aspectos de química, física e biologia.

Em que situações a classificação do solo ajuda na tomada de decisão

Conhecer a classificação do solo de uma propriedade traz uma série de benefícios, tais como:

  • Inferência em relação à dinâmica de água e nutrientes no solo, conseguindo, dessa maneira, um manejo mais assertivo e sustentável em longo prazo;
  • Diante de um manejo de fertilizantes mais racional é possível reduzir custos desnecessários com fertilizantes, além de evitar danos ambientais e sociais;
  • Maior acesso às informações e possibilidade de planejamento do tráfego de maquinários, principalmente, em relação aos solos muito argilosos quando em excesso de umidade;
  • Identificação de áreas com maior susceptibilidade à erosão, podendo evitar degradação do solo;
  • Mapeamento de manchas de solo raso, o que inviabiliza o uso agrícola para algumas culturas comerciais, tais como florestais;
  • Respaldo técnico para aquisição e/ou arrendamento de terras, em especial, visando a cultura de interesse agrícola para a propriedade.

Formação do solo

O solo é um sistema dinâmico e aberto e está constantemente sob ação de fluxos de matéria e energia, ou seja, é um sistema que evolui, desenvolve-se e é formado de maneira contínua no ambiente em que está inserido. Com a atuação dos fatores de formação, sendo um deles o tempo, a rocha recém-exposta passa a sofrer a deterioração e fragmentação, com formação do primeiro horizonte do perfil. No decorrer do tempo o material de origem vai deixando de existir para dar origem ao solo, resultando em um material mais estruturado e com diferenciação de horizontes pedológicos. Uma rocha recém-exposta pode originar solos mais jovens inicialmente, como Cambissolos, e esses, por sua vez, transformarem-se em Argissolos e, posteriormente, desenvolverem para solos mais profundos e maduros, como é o caso dos Latossolos (Figura 1).

 

Intemperismo da rocha recém-exposta dando origem a solo mais maduro e intemperizado (Fonte: Lepsch, 2000).
Figura 1. Intemperismo da rocha recém-exposta dando origem a solo mais maduro e intemperizado (Fonte: Lepsch, 2000).

A formação do solo é função da interação dos fatores material de origem, relevo, organismos, clima, vegetação e tempo, sob a atuação da dinâmica interna do sistema solo e de processos pedogenéticos específicos, resultando em solos com propriedades e características próprias. Em termos de processos pedogenéticos, esses são estudados em duas vias, sendo: a) primeiro modelo de processos múltiplos, baseado em quatro processos de formação do solo (adições, perdas, transformações e translocações) e b) segundo modelo alicerçado em processos específicos, levando em consideração as características dos tipos de solos distintos, como resultado de mecanismos específicos na integração dos fatores do solo (laterização, ferratilização, silicificação, gleização, podzolização, salinização etc), como pode ser observado na Tabela 1.

Fonte: Adaptado de Kampf & Curi (2012).

Um mesmo material de origem pode formar solos distintos, dependendo, por exemplo, da ação predominante do relevo e do clima a que são submetidos. Se levarmos em consideração uma rocha granítica, em relevo íngreme, a infiltração de água e deterioração do material de origem ocorre de maneira mais lenta, tendendo à formação de solos mais rasos, como por exemplo, Neossolo Litólico. Em contrapartida, se tivermos o mesmo material de origem, em relevo menos íngreme, a tendência de infiltração de água é mais elevada, acelerando a fragmentação dessa rocha e possivelmente dando origem a um solo mais intemperizado e tendendo a ser mais profundo, como um Argissolo Vermelho-Amarelo. Caso esse material de origem esteja próximo a um curso d´água (local de baixada), podem ocorrer situações de menor suprimento de oxigênio no solo (condições próximas de anaeróbias), além transporte e deposição de material, com chance de formação de Gleissolo ou Neossolo Flúvico (Figura 2).

Figura 2. Influência do relevo como fator predominante na formação do solo a partir de um mesmo material de origem (Fonte: Lepsch, 2000).
Figura 2. Influência do relevo como fator predominante na formação do solo a partir de um mesmo material de origem (Fonte: Lepsch, 2000).

Principais tipos de solo no Brasil

A classificação de solo no Brasil é realizada por meio do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS), sendo baseada em características morfológicas e genéticas dos horizontes do solo. Esse sistema nacional classifica o solo em seis níveis, sendo Ordem, Subordem, Grande Grupo, Subgrupo, Família e Série (Figura 3).

Figura 3. Hierarquia da classificação de solos do SiBCS (Fonte: Sistema Brasileiro de Classificação de Solo, 2006).
Figura 3. Hierarquia da classificação de solos do SiBCS (Fonte: Sistema Brasileiro de Classificação de Solo, 2006).

A vasta peculiaridade nos pedoambientes representa uma importante condição para avaliação dos potenciais de uso e limitações de cada solo, condicionando a sua sustentabilidade aos usos e práticas de manejo adotadas. Distinguem-se 13 ordens de solos representativas das paisagens brasileiras, sendo Argissolos, Cambissolos, Chernossolos, Espodossolos, Gleissolos, Latossolos, Luvissolos, Neossolos, Nitossolos, Organossolos, Planossolos, Plintossolos e Vertissolos. No Brasil há predomínio dos Latossolos, Argissolos e Neossolos, os quais se distribuem em, aproximadamente, 70% do território nacional, sendo essas três classes responsáveis por grande parte da produção de grãos no país.

A SGS pode ajudá-lo na identificação de aptidão agrícola de sua propriedade por meio da classificação do solo. Desta maneira, é possível realizar um manejo mais assertivo de água e nutrientes, potencializando o desenvolvimento da cultura de interesse agrícola, com maior retorno financeiro e menor custo ambiental.

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